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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Minutos antes de se fazer história

Todos adivinham onde e quando esta fotografia foi tirada, não é verdade?

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Roberto Leal e os Beatles

É com enorme vergonha que vos confesso que, num blogue com cinco anos de existência e de assuntos tão diversificados como é A Gota de Ran Tan Plan, a entrada até hoje mais visitada (assim me dizem as estatísticas) foi esta que agora aqui reproduzo, escrita há dois anos e meio, na minha inefável rubrica Câmara dos Horrores. Os visitantes vindos do Brasil à procura de Roberto Leal são diários, a culpa não é minha. Vejam a entrada original e os óptimos comentários. Podem ouvir a daninha versão de Roberto Leal aqui (ainda assim — e entre as duas venha o Diabo e escolha —, prefiro esta versão à afadistada e canalha de Carlos Bastos, esta sempre dá para rir, e muito).

Cá vai o que então escrevi:

Câmara dos Horrores #6: Roberto Leal

Eu devia era ter juizinho e ficar muito caladinha da próxima vez que tiver a veleidade de denegredir as produções canoras da S'Dona Simone (está bem, abelha...) nos loucos anos sixtes. Afinal as versões da S'Dona Simone são primorosas (not!) e eu fazia troça sem ponta de razão!

A minha única atenuante é que ainda não conhecia este prodígio de Roberto Leal, tradução (?) livre, mesmo muito livre, do próprio: Recado a John Lennon (Ei Tu) — e nem vos passa pela cabeça a vontade de rir que este Ei Tu me dá...

Como provavelmente terão reconhecido — com alguma sorte e um apurado ouvido musical —, isto é Hey Jude, dos Beatles. Mas não é uma versão qualquer, é uma versão eivada de lusitanidade, em ritmo de vira do Minho e com um cheirinho inconfundível a rancho folclórico: ele há acordeão, ele há adufe, ele há ferrinhos, ele há o que se queira para dar a atmosfera única das festas de Nossa Senhora d'Agonia. E agonia é bem o que se sente a ouvir isto, não obstante o fascínio hipnotizado que nos força a ouvir até ao fim. E o fim vale a pena, porque ainda somos brindados com uma escorregadela para Lucy in the Sky with Diamonds, enquanto o artista geme, desorientado, «não sei onde estás para me dar a mão». Obrigada, Luís!

Deixo-vos com a letra. Se alguém a perceber, importa-se de ma explicar? Já agora, lembrem-me de vos contar, um dia destes, como eu, que nunca fui de pedir autógrafos, acabei há muitos anos (aturdida e derrotada) com um autógrafo de Roberto Leal na mão.


Recado a John Lennon (Ei Tu)
Ei tu
Que eu não pensei
Que estas canções fosse esquecer
Relembro e encontro dentro de mim
Um pouco de ti
De um tempo feliz

Ei tu
Puseste ao chão
A bandeira da minha geração
E lembra meu canto a te chamar
E o mundo a chorar, saudades de ti
Não sei quem foi que te mudou
Não fiques só
Junto aos outros três és bem melhor
Porque insistir em te mudar?
Perdoa a mim, mas tua missão não teve fim

Ei tu
Onde andarás,
Onde estará tua canção?
E então não há um coro a cantar
Só ouço tua voz
Perdida no ar
Ei tu
Puseste ao chão
A bandeira da minha geração
E lembra meu canto a te chamar
E o mundo a chorar, saudades de ti

Não sei onde estás pra me dar a mão
Não sei onde estás pra me dar a mão.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Homenagem dos Bee Gees aos Beatles


Ontem à noite apanhei, por perfeito acaso, um óptimo documentário em duas partes sobre os Bee Gees, no Biography. É de facto uma lástima que um canal de televisão que podia ser tão bom seja gerido por autênticos sapateiros. São as traduções idiotas, são as pronúncias absurdas dos locutores nas odiosas dobragens, são os anúncios em espanhol nos intervalos, é de perder a paciência. Este documentário, graças a Deus, não era dobrado, era legendado. Pena é que se tenham esquecido de legendar a primeira parte. Julgarão eles que toda a gente fala um inglês fluente? Então em Espanha, imagino, com a qualidade nula do inglês daquela gente, deve ter tido enorme assistência.

Adoro, sempre adorei os Bee Gees da primeira fase. Ou não fossem eles os autores de um dos discos da minha vida, Odessa, que também é um dos discos da vida do Abel. E os Bee Gees adoravam os Beatles, claro. Fiquei deliciada com o vídeo abaixo. Eu, que não suporto covers dos Beatles por ninguém (tirando Peter Sellers, claro), sorri enternecida com esta da televisão australiana. Os Beatles ainda eram praticamente desconhecidos na Austrália, mas Please Please Me, segundo o apresentador (que não refere os Beatles), estava no Top do Reino Unido, o que nos indica com toda a segurança que esta actuação é dos primeiros meses de 1963. Barry Gibb tinha apenas 16 anos e os gémeos Robin e Maurice apenas 13 (basta olhar para a diferença de alturas). Não percam o hilariante segundo final.

Não resisto a acrescentar o comentário da pessoa generosa que publicou isto no YouTube:


«Performing on Sydney's Channel 9. Host Brian Henderson does not mention the Beatles by name, because they are still unknown, unlike the Bee Gees. It is actually the biggest compliment to both bands to compare so go ahead. BTW, the Bee Gees are yet to make recordings, so this is prior to their first release. They are still a novelty television act.»

sábado, 13 de agosto de 2011

Abbey Road alternativa

Aquela que é uma das capas mais icónicas da história da música, sobre a qual tantas e tantas coisas já se escreveram, algumas num equilíbrio precário entre o fantasioso e o alucinado, poderia, nos dias de hoje, ser assim.

Um beijinho para a Rita Ferro, a quem ficamos a dever esta imagem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O livro do Abel na Record Collector

Num muito feliz alinhamento de planetas, o número de Abril da prestigiada (prestigiadíssima!) revista Record Collector faz o dois em um: a capa é sobre os Beatles de todos nós e, no interior, na secção de crítica de livros, surge o livro do Abel.

Agora já posso contar a história, e que prazer tenho em contá-la! Ainda no ano passado, o Abel foi abordado por um editor da revista. Tinha sabido da existência do livro, como poderia obtê-lo? O Abel, evidentemente, enviou-lhe um exemplar. Na troca de mensagens entretanto decorrida ficámos com a certeza de que o livro viria a figurar na revista. E cá está ele, finalmente!

Não fiquem tristes com as três estrelas atribuídas ao livro na classificação. Pensem que este senhor mais não fez que "ver os bonecos", tal como qualquer um de nós faria se folheasse um livro escrito em húngaro, por exemplo.

É por isso que tenho sido uma carraça autêntica para o Abel, a bater-me para nos movimentarmos para uma edição internacional. Há um vastíssimo mercado para ela, porque o fascínio pelos Beatles é inesgotável. Querem prova maior do que a própria capa deste número da Record Collector? Remete para dias de há cinquenta anos, para a história e as histórias da passagem de uns desconhecidos e muito novinhos Beatles por Hamburgo (vejam a cara de bebé do meu querido George).


E até o nosso blogue é mencionado, hem? Chique a valer!, como diria Dâmaso Cândido de Salcede.

Parabéns, Abel! Meus e, tenho a certeza, de todos os que nos lêem.


terça-feira, 22 de março de 2011

Chorar ou vender lenços

A Maria esteve hoje na televisão, no programa de Júlia Pinheiro, aproveitei para ver à hora de almoço a óptima peça, de que gostei muitíssimo. E confesso que me comovi, tal como senti vivamente que a entrevistadora se tinha comovido por diversas vezes — pareceu-me ter havido uma muito feliz empatia entre entrevistadora e entrevistada.


Mr Bigodes também teve os seus 15 minutos de fama, como podem confirmar por esta imagem. Vejam a peça até ao fim, vale mesmo a pena. E no fim perceberão o título desta entrada: chorar ou vender lenços.

O meu enorme aplauso para a Maria, que agora já toda a gente sabe não se chamar assim. Last but not the least... estvas linda!

Vejam também o que esteve em palco com a Maria, nas mãos de Júlia Pinheiro: nem mais nem menos do que o livro do Abel!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Futuro improvável


Encontrei este curioso desenho na Internet já há uns anos. Estupidamente, não registei o nome do autor e nada sei sobre ele. O que me parece seguro é que deve ser anterior a 8 de Dezembro de 1980, data da morte de John, data em que os quatro Beatles estavam ainda connosco. 

É uma projecção interessante. Olhando para a imagem, vejo John como um bon vivant bonacheirão, e duvido mesmo muito que tivesse sido essa a sua evolução, se não nos tivesse sido roubado pelas balas do assassino. George, o outro querido Beatle que já nos deixou, permanece, como sempre, o grande mistério. Uma figura enigmática.

Paul e Ringo? Fico feliz por estarem a envelhecer muito melhor do que nesta fantasia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porque de um sonho não se desiste

E porque «pelo sonho é que vamos», como dizia Sebastião da Gama, poeta por mim muito amado, e porque a Maria e o seu Gato nos adoptaram, ao Abel e a mim, como seus embaixadores, aqui fica a curta mas muito interessante e esclarecedora peça que a SIC transmitiu sobre o seu sonho: Take Us to Bruges.

Há que ir todos os dias ao blogue, diariamente há novas coisas a leiloar, caros amigos. E coisas que valem a pena.


Mas, mais do que qualquer outra coisa, quem vale a pena é a Maria, e é por isso que desconhecidos continuam a oferecer-lhe coisas para leiloar, algumas bem valiosas. Porque intuíram a sua qualidade humana. Eu, confesso, quando há dois dias recebi pelo correio um presente de Natal antecipado da Maria, o meu primeiro presente de Natal deste ano, não consegui evitar as lágrimas.Porque era lindo? Claro que era lindo. Mas infinitamente mais bonita, e tocante, era a generosidade plena que  lhe tinha dado origem. E, minha querida Maria, estás proibida (PROIBIDA, ouviste?) de mais delicadezas destas, seja com quem for — e sei que todos os que te apoiam farão coro comigo. Para tudo nesta vida há um tempo: um tempo para receber, um tempo para dar; um tempo para semear, um tempo para colher. Aceita, com todo o nosso afecto (e já somos muitos) que este é o teu tempo de receber, o teu tempo de semear. Tudo o que receberes nos deixará feliz, porque mereces. Tudo o que semeares há-de frutificar, para que mais tarde possas retribuir em dobro. Pay it forward, minha querida, mas mais tarde, só mais tarde. Agora estamos concentrados em ti, és uma das nossas causas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

John Lennon: The Day the Music Died (30th Anniversary)

8 de Dezembro de 1980. Faz hoje trinta anos. Trinta. John Lennon foi assassinado. Quando disse, anos antes, o seu célebre «The Dream is over», não sabia quão ironicamente enganado estava. O sonho tinha perdurado ainda depois dos Beatles, foram as balas do assassino cujo nome não vou escrever que o mataram. E que nos deram consciência da nossa própria mortalidade. Obrigada, Yoko Ono, o grande amor da vida de John, por continuar a lutar para que a criatura não saia da prisão. Já lhe foram recusados quatro pedidos de liberdade condicional. No dia 8 de Dezembro de 1980 morreu muito mais do que um homem, morreu uma concepção do mundo. Foi o fim definitivo de uma era.
Ele tinha 40 anos acabados de fazer (9 de Outubro). Eu tinha 20, feitos em Agosto. E, claro, tinha uma enorme paixão pelos Beatles. Ele era o meu preferido, pelo sentido de humor sardónico, que não poucas arrelias lhe trouxe. Devido à diferença horária, já só no dia 9 fomos colhidos pela notícia. Tinha combinado almoçar em casa do Vítor, como em tantos outros dias. Ele não tinha aparecido na faculdade, na véspera tinha-me dito para ir lá ter depois das aulas, mesmo que ele não pusesse lá os pés. Estranhei que fosse ele a abrir a porta, estranhei encontrá-lo já à minha espera no patamar, junto do elevador. Abri a porta interior, ele abriu a outra e pôs-me as mãos nos ombros. «Teresa, o John Lennon morreu.»

Devo ter aberto muito os olhos, dividida entre espanto e incompreensão, a tentar assimilar. Não me lembro do que disse, se é que disse alguma coisa. Só me lembro de que chorei. Ali, no patamar, parada ao lado de um elevador com as duas portas escancaradas. Chorei no ombro do Vítor.

A imagem que ilustra este post é a capa da revista Time dessa semana. Uma preciosidade. Que eu tinha. Estupidamente, emprestei-a. Adivinhem o que aconteceu... O título, «When the Music Died» é uma referência (incorrecta) a um verso do refrão de American Pie, de Don McLean: «The day the music died...»
O texto acima foi escrito há três anos, faz hoje três anos, porque é impossível esbarrar nesta data sem lembrar John (no original lia-se vinte sete anos, e não trinta). 
Trouxe-o de volta porque, hoje e sempre, é assim que lembro esse terrível 8 de Dezembro de 1980, tinha eu 20 anos, tinha John 40. Incompreensivelmente assassinado à entrada do edifício em que vivia, o mítico Dakota — e não há ida minha a Nova Iorque que não inclua romagem àquelas bandas, ao edifício (conversa com os porteiros incluída) e a Strawberry Fields, assim ficou a chamar-se aquele cantinho de Central Park qusae fronteiro que é o cantinho de John e de todos nós, os que lá vamos prestar-lhe homenagem. O cantinho em que em calçada portuguesa  [e se vierem cá dizer-me que é mosaico bizantino, não obstante o figadal ódio que tenho à  (...) da calçada portuguesa e àquilo que me faz aos saltos dos sapatos, levam com um grunhido que nem sonham] foi lavrada a palavra IMAGINE .
Calemos o nome do assassino, que nunca será aqui escrito. Agradeçamos a Yoko (que tantos pretensos fãs dos Beatles odeiam) a sua luta sem tréguas para que o tresloucado continue sem ter liberdade condicional. Eu e o Abel gostamos de Yoko, gostamos muito de Yoko (eu até gostava de fazer-lhe chegar o livro do Abel, mas isso são outros quinhentos), Yoko foi o grande amor de John, tem sido uma incansável paladina dos seus ideais, como é possível não gostar dela?

A música que escolhi para tocar hoje aqui, neste aniversário doloroso, não é uma das maiores músicas de John. Mas é uma das últimas por ele escritas e é eloquente. E é dirigida a Yoko.
Depois de um longo período de reclusão, John tinha voltado a compor. Depois dos primeiros anos da vida de Sean, em que tinha escolhido ser the present parent, com Yoko, sagaz mulher de negócio a gerir  (e a multiplicar) o vasto património do casal, John reemergia. Double Fantasy é para mim o último registo desse tempo agora para sempre pretérito das estrias numa rodela de vinil e da agulha que se baixava com muito cuidado, para não riscar. Com todas as falhas e imperfeições que possam apontar-lhe, Double Fantasy é para mim um disco comovente.

John tinha acabado de fazer 40 anos, não esqueçamos. Era novo, novo, muito novo! E é essa estuante vontade de viver, de recomeçar, relevando erros antigos, querendo que só o que de bom houve vença, prevaleça e se sobreponha ao resto, que John canta em (Just Like) Starting Over. Tomemos esta canção pelo que é e alegremo-nos por John, que partiu desta vida num momento muito feliz e de enorme harmonia. A dor, toda a dor, ficou com Yoko. E connosco, claro. Porque não esquecemos.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Os nossos leitores e a entrevista do Abel

A nossa Beatlemarta leu, gostou e aprovou a entrevista do Abel na revista Atual, do Expresso.
Obrigada, Marta, pelo gesto amigo e, sobretudo, pela lembrança tão ternurenta!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Abel na revista Atual do Expresso, ou "A Mania que é Beatle"

fotografia: José Ventura

Note-se, meus amigos, que a mania será da colecção, nunca do Abel. A verdade é que ele nem coleccionador se considera (até embirra com a palavra), acha-se um mero ajuntador. Seja como for e o que for, a verdade é que o acervo por ele reunido ao longo de quase 40 anos é formidável — os tais mais de cinco mil objectos referidos no excelente artigo de José Alves Mendes que aqui reproduzimos  (clicar para aumentar).

Gostei francamente do artigo, que acho que faz justiça quer ao livro quer ao amor do Abel pelos Beatles. Que não é maior do que o nosso, sabe-se, apenas encontrou maneira diferente de se expressar, traduzindo-se no riquíssimo espólio de que este blogue e todos nós acabamos por ser beneficiários.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os Beatles no iTunes

«Beatles vendem mais de dois milhões de canções no iTunes

Os Beatles venderam mais de dois milhões de canções e mais de 450 mil álbuns através do iTunes, a loja digital de venda de música e vídeo da Apple que, pela primeira vez, disponibilizou o catálogo da banda de Liverpool no passado dia 16.

Os dados disponibilizados pela Apple e pela editora EMI colocam o álbum Abbey Road como o longa duração mais vendido dos Beatles no iTunes nos Estados Unidos, finalizando esta semana na sexta posição dos discos mais solicitados.

A seguir está The Beatles Box Set, que se fixou em décimo lugar do top, com 241 canções e a um preço de quase 200 dólares.

A Apple também anunciou que a canção Here Comes the Sun, de George Harrison, é a faixa mais vendida da banda britânica, sem estar esta semana nos dez primeiros.

O catálogo dos Beatles está disponível desde o passado dia 16 de novembro no iTunes, a principal loja de venda de música digital do mundo, após três anos de negociação entre a EMI e a Apple.

As vendas da primeira semana do catálogo dos Beatles valeram 8,2 milhões de euros.»

In jornal Destak, 25 de Novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Surpresa!

Caríssimos leitores e amigos, estejam atentos à próxima edição do jornal Expresso, a sair no próximo sábado. E mais não digo. Por enquanto.

Parabéns, Abel!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Vamos ser solidários?

Ainda há duas t-shirts iguais à que o Abel recebeu como presente de anos. Generoso como é o Abel, não se importa nada que outros(as) possam tê-las também. Até será para ele um enorme prazer, sabendo que isso reverte a favor de uma causa que ambos levamos muito a peito, a da Maria e do seu gato. A Maria quer ir estudar para o Colégio da Europa, em Bruges. Enquanto muito boa gente contrai empréstimos bancários para ir de férias em magote para Varadero ou Punta Cana, ou para comprar plasmas e outras coisas supérfluas, a Maria está a vender todo o recheio da sua casa para ter dinheiro para estudar e viver durante um ano sem ter de contrair um empréstimo bancário.


Concordem comigo: a t-shirt é uma perfeita tara! Concordem comigo: qualquer Beatlemaníaco gostaria de a usar! Temos duas em leilão, iguaizinhas, uma em tamanho L, a outra é XL A qualidade do algodão é fantástica, que eu sou muito esquisita nessas coisas, são Fruit of the Loom, centenas de lavagens garantidas sem que o decote bambeie nem um bocadinho, sempre impecável (o teste definitivo de qualidade numa t-shirt). A base de licitação é de € 11,00 (o preço de custo, e detesto ter de revelar isto, é muito feio revelar o preço de um presente, mas valores mais altos se levantam). Lembrem-se de que as famosas t-shirts do Cão Azul têm preços a começar em € 15,00 — e não sei se a qualidade do algodão será igual.

Portanto, meus amigos, contamos ter uma resposta Beatlemaníaco-solidária da vossa parte. Eu ofereço as t-shirts, o produto do leilão irá integralmente para a causa da Maria. Podem saber mais sobre ela aqui (e ver as tantas coisas tão interessantes que ela tem lá em leilão, eu própria já comprei uns cinco ou seis livros). Lembrem-se da frase de John Lennon: «You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.» Vamos nós, os Beatlemaníacos, apoiar o sonho da Maria?

Podem fazer as vossas ofertas nesta caixa de comentários ou aqui, na entrada em que a Maria anunciou o leilão. Mas contribuam, por favor. Gastamos tanto dinheiro tão mal gasto!

Abaixo fica a transcrição daquilo que há três meses escrevi sobre esta ideia da Maria.


Não é um sonho, é um objectivo


A diferença entre um e outro reside no facto de que ter um objectivo passa por ter um plano para o pôr em prática. Não se fica a sonhar que nos sai o Euromilhões. Arregaçam-se as mangas e vai-se à luta, que para a frente é que é o caminho.

A blogosfera tem de tudo, como a vida real, ou não fosse uma um espelho fiel da outra. Tem coisas boas, coisas menos boas e coisas francamente más. Curiosamente, estava hoje inclinada a escrever sobre as más, tinha algumas ideias alinhavadas na cabeça. Como sempre, a incurável optimista que há em mim, sempre o copo meio cheio, nunca meio vazio, saiu vencedora. Porque recebi uma mensagem a pedir para divulgar isto.

A autora deste blogue, digna descendente de Brites de Almeida e de Deuladeu Martins, é uma mulher de armas, e é uma mulher de quem me considero verdadeiramente amiga... mesmo sem nunca nos termos visto. São as estranhas coisas que a blogosfera proporciona. Já passámos muitas horas ao telefone, já deu provas inequívocas de confiança, de amizade e de grande qualidade humana, e nunca as esquecerei. A Maria — Made in Lisbon (vamos chamar-lhe assim) é, de todas as ligações que criei na blogosfera, uma das mais especiais. Especialíssima. Perco-me um bocadinho com todos os blogues que foi tendo sucessivamente, na sua permanente necessidade de escrever, atesto de mão pronta a estender-se para o fogo e sem medo de sair queimada a sua grandeza de alma e o seu valor.

A Maria tem agora um objectivo, que eu aplaudo: quer ir para Bruges, para o Colégio da Europa. A Maria é uma mulher de muito valor a quem tiro o meu chapéu, com duas licenciaturas, a segunda feita em condições duríssimas, enquanto trabalhava a tempo inteiro num sítio complicado, com um ambiente tramado e com horários impossíveis. Mas a Maria é obstinada e saiu vencedora. Tal como vai sair agora. Quer ir para Bruges e precisa de capital para começar lá uma vida nova. Como sempre, não se limita a fincar os cotovelos na secretária e a sonhar com isso. Nem vou comentar as renúncias dolorosas que devem estar por trás disto, a mulher de têmpera que ela é nada diz, conta apenas que vende todo o recheio da casa ao desbarato, todas as coisas que foi acumulando ao longo de anos (não muitos, que a pequena é novinha): móveis, electrodomésticos, porcelanas, livros, muitos livros, CD. Vamos a este blogue dela, vamos, pelo justo valor, levar a Maria a Bruges em grande estilo. Não é o que ela quer, ela quer apenas ir para Bruges. Eu é que SEI que ela merece ir em grande estilo. Ela e o S., já me ia esquecendo de dizer. Jamais a Maria iria para Bruges (ou para onde quer que fosse) sem o seu adorado S. Que é um gato lindo, como são todos os gatos. Que lhe dá cabo da paciência, como nos dão todos os gatos. E que ela adora. Claro.

domingo, 8 de agosto de 2010

Cheers!

Integrado nas comemorações oficiais do aniversário do Beatlemaníaco Abel, houve esta tarde encontro dos dois culpados pela existência deste blogue. Encontro esse que foi abundantemente regado a gin tónico (Gordon's, sempre!) e em que a risota, como era de prever, foi muita (mesmo com os problemas com a capota do descapotável, entretanto solucionados).

O Beatlemaníaco Abel foi obsequiado com um presente único, de edição limitada. Podem ver aqui o seu ar feliz a exibi-lo:

E as costas:


Não acham que a t-shirt ficou o máximo? Restam duas. Eu explico: a empresa à qual encomendei a estampagem fazia um mínimo de cinco. Uma para o Abel, claro. Outra para mim. Uma terceira para oferecer ao querido Eskisito, autor do novo (e lindo!) template deste blogue. Sobram duas. Se os nossos leitores quiserem, só terão de licitá-las, amanhã explico melhor. Adianto apenas que o produto da venda se destina a uma causa na qual tanto eu como o Abel estamos muito empenhados.

Happy birthday to my partner in crime!



Juntemo-nos aos Beatles num brinde ao Abel. É que o Abel faz hoje anos. Parabéns, muitos parabéns, querido sócio e amigo!

De caminho, aproveito para agradecer publicamente o enriquecimento que veio dar a este blogue e de que os leitores, sempre em número crescente, são testemunhas. E aproveito também para vos contar que tenho um presente de anos giríssimo para o Abel. Não lhe digam nada, que é surpresa. A única coisa que posso adiantar é que se relaciona com os Beatles  (duh!).


No gira-discos, Birthday, dessa fascinante manta de retalhos que é o Álbum Branco. Não podia ser outra música, pois não?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Peace & Love... sempre!


De pequenino se torce o pepino, diz o povo, e o povo parece ter razão. O Tiago é filho da nossa amiga Beatlemarta.  Como tal, dificilmente escaparia ao sortilégio dos Beatles. Eis o que nos conta a Marta:

«Conforme prometido aqui venho deixar mais um Pace & Love para o Tio Ringo!
Tiago Pereira (futuramente Beatletiago)
3 anos
Fã absoluto de Beatles (chegando já a dizer pérolas como "Bitos são os maiores. Rolling Stones é cocó")...
Conhece todos pelo nome. Demonstra uma preferência pelo Beatle Paul com o qual partilha o nome (Tiago = James = James Paul McCartney)... nada é um acaso!
Mas nutre grande carinho pelo Wingo da bateria...
P.S.: se olharem com atenção dá para ver parte do meu "santuário" e lá está a MINHA caneca dos Beatles. Já vi que essa conversa de canecas andou em voga aqui pelos blogs recentemente...»

Pois vimos a caneca, sim senhora, Marta. E também se vê muito bem um livro (uma bíblia!) que também tenho: The The Beatles Ultimate Encyclopedia, aquele calhamaço de 700 e tal páginas do lado direito da primeira prateleira :)

Especialmente para o Tiago, aqui fica no Gira-discos o Tio Wingo a cantar Act Naturally. Assim mesmo é que é, Tiago! Um grande beijo da Tia Teresa e do Tio Abel.