sábado, 11 de dezembro de 2010

Diário de Notícias, sábado 11 de Dezembro de 2010 - DN Gente: A sugestão de Nuno Galopim

Hoje, dia 11 /12/2010, no Diário de Notícias - DN GENTE, a Sugestão de Nuno Galopim era a seguinte:
A sugestãode nuno galopim

"A sugestão de Nuno Galopim

Os tempos eram outros. A rádio e a televisão não tinham os caminhos da pop e do rock entre os azimutes das suas maiores atenções. A edição discográfica local estava longe de representar a totalidade dos acontecimentos que, semana após semana, escreviam novos e importantes capítulos na história da música. Mas, e ao contrário do que possa ter acontecido com alguns outros contemporâneos seus, os Beatles não passaram a leste das atenções. A música dos fab four não só foi importante referência entre músicos portugueses de então (dos Sheiks ao Quarteto 1111), como conquistou a admiração de muitos outros que viveram os seus discos, neles saboreando a novidade e a diferença. A história do relacionamento dos Beatles com os portugueses já tinha merecido honras de relato em livro, em Beatles em Portugal, de Luís Pinheiro de Almeida e Teresa Lage. Agora, e para fãs e coleccionadores, eis que surge The Beatles - Discografia Portuguesa a 45 RPM, um retrato completo da discografia dos fab four expressamente direccionada ao mercado local. Com o formato de um single, o livro junta os 27 EPs e os 13 singles dos Beatles lançados em Portugal, muitos deles com capas exclusivamente criadas para Portugal, alguns deles sendo hoje verdadeiras peças de colecção. Assinado por Abel Soares Rosa, o livro não se limita contudo a mostrar e a enumerar as edições. Recorda revistas, artigos de jornal, os filmes dos Beatles... E junta num poster, que surge dentro desta edição, todas as capas, que são, afinal, o tutano desta obra."



Caloiros da Canção 1 - A Comemoração dos 50 anos do Yé-Yé Português.

Este fantástico CD (já por aqui comentado) produzido pelo meu amigo Luis Pinheiro de Almeida, comemora os 50 anos do Yé-Yé português, ou seja estes são os verdadeiros pais do Rock Made in Portugal. 

A apresentação gráfica é do melhor que tenho visto mesmo em edições internacionais. As músicas essas "cantam" por si, Daniel Bacelar, Os Conchas, Os Sheiks, Conjunto Mistério, Conjunto Académico de João Paulo, Zeca do Rock, Álamos, Rocks, Blusões Negros, Tártaros, Morgans, Quinteto Académico, Quarteto 11111, Carlos Mendes, Grupo 5, Guitarras de Fogo, Demónios Negros, Duo Ouro Negro, Conjunto Universitário HI-FI, Espaciais, Catherine Ribeiro, Grupo 5, Fliers, Zoo e Edmundo Falé. Um must a não perder, uma mão cheia de brilhantes interpretações de artistas que deram início ao Rock em Portugal.

Por falar em perder ( não, não falo do Benfica!), não perdi a oportunidade de hoje, durante o almoço dos Yés-Yés,  registar para a posteridade dois dos meus amigos que trabalharam neste disco, Luis Pinheiro de Almeida que o produziu e o meu querido amigo Daniel Bacelar que cantou superiormente a "Marcianita","Fui Louco por Ti" e "Nunca"

 Com Daniel Bacelar

Luis Pinheiro de Almeida, Daniel Bacelar e Abel Rosa


...claro que não se safaram sem antes assinarem o meu exemplar.


Beatles Gear - O Álbum ilustrado que conta a história de todos os instrumentos musicais utilizados pelos Beatles.

Um livro de Andy Babiuk, a história documentada (pormenorizada)  e profusamente ilustrada de todos os instrumentos que os Beatles utilizaram ao longo da sua carreira. 

Quem não se lembra dos ícones:
o baixo Hofner Violin, a Rickenbacker mágica, a maravilhosa e generosa Gretch e a Ludwig Black Oyster e os legantes VOX... Mas tem muito mais, um must para quem gosta de música.




vdfd




sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

No One's Gonna Change OUR WORLD - A primeira versão de Across The Universe com Lizzie Bravo nos coros.

Edição Inglesa
Made in UK

Regal Starline SRS 5013
1969

`Compilação lançada em 12 de Dezembro de 1969 para apoiar financeiramente THE WORLD WILDLIFE FUND com o alto patrocínio do Duque de Edimburgo e coordenado pelo comediante Spike Milligan.
A curiosidade reside na faixa de abertura, Across the Universe,  na sua primeira versão e em estreia mundial. Esta versão da música conta com a participação nos coros da nossa amiga Brasileira Lizzie Bravo ( e Gayleen Pease), estavam à porta de Abbey Road (1968) e reza a lenda que Paul veio perguntar se alguma delas conseguia atingir uma nota alta, Lizzie na altura com 16 anos foi escolhida, o resto é história. A versão que aparece em Let it Be é diferente. Nunca os Beatles tinham aparecido numa colectânea deste tipo.
Lizzie Bravo e John


Lado A
Across The Universe (Beatles) - What The World Needs Now Is Love (Cilla Black) - Cuddly Old Koala (Rolf Harris) - Wings (Hollies) - Ning Nang Nong/The Python (Spike Milligan)
Lado B
Marley Purt Drive (Bee Gees) - I'm A Tiger (Lulu) - Bend It (Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich) - In The Country (Cliff Richard and the Shadows) - When I See An Elephant Fly (Bruce Forsyth) - Land Of My Fathers (Harry Secombe)

Contracapa
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Especial Natal, Parte VIII: George Harrison & Ravi Shankar - Collaborations

Bom, para já chega de Especiais de Natal que ainda vou à falência... estou a antecipar os dividendos! A última peça desta série ( espero que não venha mais nada...) é uma caixa (limitada e numerada) de George Harrison e Ravi Shankar, editada pela Dark Horse Records, que comemora os 90 anos de Ravi Shankar, contem 3 CD e 1 DVD ( Concerto de 1974 no Royal Albert Wall).  Os albuns incluídos foram produzidos por George e são eles: Chants of India (1997), The Ravi Shankar Music Festival From India (1976 - versão de estúdio do DVD) e Shankar Family & Friends (1974) inclui ainda um livro de 56 páginas com introdução de Philip Glass, fotos raras e a história de George & Ravi contada pelos próprios. Que dizer deste Natal Beatle? uma desgraça para as bolsas mirradas pela crise!
 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Diário Câmara Clara, RTP2 -Programa de 7 de Dezembro 2010: O livro do Abel e John Lennon...

NÃO ESQUECER DE COLOCAR O GIRA-DISCOS EM PAUSA ( Navegador lado direito)
Depois de uma conversa de cerca de 20 minutos, editaram um pequeno excerto, é mesmo assim. Só ficaram mal na fotografia, ou melhor no filme...ao anunciar que " hoje, dia 7 de Dezembro, fazia 30 anos que John foi assassinado", dia 8 meus amigos, dia 8. Um aviso à navegação, o "meu colega" Vasco Graça Moura, o Sr. Comissário em pessoa também aparece, não digam que não avisei! 

John Lennon: The Day the Music Died (30th Anniversary)

8 de Dezembro de 1980. Faz hoje trinta anos. Trinta. John Lennon foi assassinado. Quando disse, anos antes, o seu célebre «The Dream is over», não sabia quão ironicamente enganado estava. O sonho tinha perdurado ainda depois dos Beatles, foram as balas do assassino cujo nome não vou escrever que o mataram. E que nos deram consciência da nossa própria mortalidade. Obrigada, Yoko Ono, o grande amor da vida de John, por continuar a lutar para que a criatura não saia da prisão. Já lhe foram recusados quatro pedidos de liberdade condicional. No dia 8 de Dezembro de 1980 morreu muito mais do que um homem, morreu uma concepção do mundo. Foi o fim definitivo de uma era.
Ele tinha 40 anos acabados de fazer (9 de Outubro). Eu tinha 20, feitos em Agosto. E, claro, tinha uma enorme paixão pelos Beatles. Ele era o meu preferido, pelo sentido de humor sardónico, que não poucas arrelias lhe trouxe. Devido à diferença horária, já só no dia 9 fomos colhidos pela notícia. Tinha combinado almoçar em casa do Vítor, como em tantos outros dias. Ele não tinha aparecido na faculdade, na véspera tinha-me dito para ir lá ter depois das aulas, mesmo que ele não pusesse lá os pés. Estranhei que fosse ele a abrir a porta, estranhei encontrá-lo já à minha espera no patamar, junto do elevador. Abri a porta interior, ele abriu a outra e pôs-me as mãos nos ombros. «Teresa, o John Lennon morreu.»

Devo ter aberto muito os olhos, dividida entre espanto e incompreensão, a tentar assimilar. Não me lembro do que disse, se é que disse alguma coisa. Só me lembro de que chorei. Ali, no patamar, parada ao lado de um elevador com as duas portas escancaradas. Chorei no ombro do Vítor.

A imagem que ilustra este post é a capa da revista Time dessa semana. Uma preciosidade. Que eu tinha. Estupidamente, emprestei-a. Adivinhem o que aconteceu... O título, «When the Music Died» é uma referência (incorrecta) a um verso do refrão de American Pie, de Don McLean: «The day the music died...»
O texto acima foi escrito há três anos, faz hoje três anos, porque é impossível esbarrar nesta data sem lembrar John (no original lia-se vinte sete anos, e não trinta). 
Trouxe-o de volta porque, hoje e sempre, é assim que lembro esse terrível 8 de Dezembro de 1980, tinha eu 20 anos, tinha John 40. Incompreensivelmente assassinado à entrada do edifício em que vivia, o mítico Dakota — e não há ida minha a Nova Iorque que não inclua romagem àquelas bandas, ao edifício (conversa com os porteiros incluída) e a Strawberry Fields, assim ficou a chamar-se aquele cantinho de Central Park qusae fronteiro que é o cantinho de John e de todos nós, os que lá vamos prestar-lhe homenagem. O cantinho em que em calçada portuguesa  [e se vierem cá dizer-me que é mosaico bizantino, não obstante o figadal ódio que tenho à  (...) da calçada portuguesa e àquilo que me faz aos saltos dos sapatos, levam com um grunhido que nem sonham] foi lavrada a palavra IMAGINE .
Calemos o nome do assassino, que nunca será aqui escrito. Agradeçamos a Yoko (que tantos pretensos fãs dos Beatles odeiam) a sua luta sem tréguas para que o tresloucado continue sem ter liberdade condicional. Eu e o Abel gostamos de Yoko, gostamos muito de Yoko (eu até gostava de fazer-lhe chegar o livro do Abel, mas isso são outros quinhentos), Yoko foi o grande amor de John, tem sido uma incansável paladina dos seus ideais, como é possível não gostar dela?

A música que escolhi para tocar hoje aqui, neste aniversário doloroso, não é uma das maiores músicas de John. Mas é uma das últimas por ele escritas e é eloquente. E é dirigida a Yoko.
Depois de um longo período de reclusão, John tinha voltado a compor. Depois dos primeiros anos da vida de Sean, em que tinha escolhido ser the present parent, com Yoko, sagaz mulher de negócio a gerir  (e a multiplicar) o vasto património do casal, John reemergia. Double Fantasy é para mim o último registo desse tempo agora para sempre pretérito das estrias numa rodela de vinil e da agulha que se baixava com muito cuidado, para não riscar. Com todas as falhas e imperfeições que possam apontar-lhe, Double Fantasy é para mim um disco comovente.

John tinha acabado de fazer 40 anos, não esqueçamos. Era novo, novo, muito novo! E é essa estuante vontade de viver, de recomeçar, relevando erros antigos, querendo que só o que de bom houve vença, prevaleça e se sobreponha ao resto, que John canta em (Just Like) Starting Over. Tomemos esta canção pelo que é e alegremo-nos por John, que partiu desta vida num momento muito feliz e de enorme harmonia. A dor, toda a dor, ficou com Yoko. E connosco, claro. Porque não esquecemos.

John Lennon, 8 de Dezembro de 1980, não tenho palavras, só a tua música e a promessa de que o Sonho Não Acabou!

    Composição fotográfica Abel Rosa

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Especial Natal, Parte VII: The Beatles Box of Vision, a mais extraordinária caixa para guardar todos os CD dos Beatles !

Não é uma novidade, mas não resisto a partilhar esta imensa caixa (acabada de chegar) - BOX OF VISION que no tamanho real de um LP nos permite guardar e colocar todos os CD dos Beatles
  (novas versões incluídas) e ainda nos oferece um luxuoso livro que replica todas as capas e contracapas e inners dos LP das edições Inglesas e Americanas dos Beatles. UM LUXO, uma tentação que nos EUA custa 90 Dolares. 
Acabou de sair uma versão dedicada a John Lennon...Mau Maria! Sai Barão...


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Especial Natal, Parte VI: George Harrison, All Things Must Pass, 40º Aniversário VINIL 180 Gramas

De modo a celebrar o 40º aniversário da lançamento de  "All Things Must Pass" (1970) aí está de novo em edição limitada e remasterizada a versão em vinil de 180 gramas respeitando em termos gráficos a edição original. Por cá tentem o Corte Inglés.