Este texto demonstra claramente que o fenómeno dos Beatles era de difícil entendimento para os media Portugueses, em pleno nacional-cinzentismo, um misto de receio e estupidez toldava os espíritos mais quadrados da época. Além de profundas banalidades e com direito a gralhas,
Paul Mc Cortney e Georges Harrison, o texto fala por si:
“Damos a mão à palmatória! Tentámos dizer “não” a esse vento de loucura que são os Beatles, jovens barulhentos e cabeludos que põem a juventude em alvoroço.
Tentamos impedir-lhes a entrada nestas páginas. Mas não é possível! Como um autêntico vendaval, os Beatles aqui estão. E seja o que Deus quiser!”
Um texto que nos faz sorrir e imaginar as dores de cabeça por serem obrigados a dar espaço ao vendaval e com resignação “ E seja o que Deus quiser!” mas o melhor está no final do artigo em que continuando a não compreender nada do que se está a passar, a não ser o tal vento de loucura rebelde, o jornalista escreve e confessa:
“...E nós que não encontramos explicação satisfatória para tão espantosa como súbita popularidade, limitamos-nos a dizer: - Aqui têm os Beatles. Divirtam-se.”
É isso mesmo, DIVIRTAM-SE, demoraram mas na última linha quase que chegaram lá...
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