quinta-feira, 17 de abril de 2008

Linda. Dez anos.

Linda McCartney, née Eastman. Lady McCartney. A mulher de Paul. O grande amor da sua vida. Faz hoje dez anos que partiu.

Um dos casamentos mais harmoniosos e felizes de que há memória no meio artístico - em qualquer meio, aliás -, brutalmente interrompido pelo cancro.

Num artigo para a Sunday Times Magazine, escrito para coincidir com este décimo aniversário da morte de Linda, Paul conta como se sentiu imediatamente atraído por ela quando se conheceram no Bag O'Nails, uma boîte do Soho londrino, em Maio de 1967 [onde Georgie Fame, o do célebre Bonnie and Clyde, actuava nessa noite]:

As she was leaving... I saw an obvious opportunity,” writes McCartney, who was one of Britain’s most famous stars. “I said: ‘My name’s Paul. What’s yours?’ I think she probably recognised me. It was so corny, but I told the kids later that, had it not been for that moment, none of them would be here.”

Mais tarde, nessa mesma noite, levaria Linda para o Speakeasy, outra boîte do West End: “It was our first date and I remember I heard Procol Harum’s A Whiter Shade of Pale for the first time. It became our song.”

É por isso que, em homenagem a Linda e a Paul e a um amor «that sould have lasted years», escolhi hoje para tocar aqui essa que é uma das músicas mais emblemáticas dos anos 60.

Linda morreu com 56 anos, trinta dos quais foram passados ao lado de Paul. Não pôde viver com ele os 64 anos que a vida lhes deveria ter concedido, os 64 anos da encantadora música. Nesse ano, Paul estaria a braços com uma batalha legal feroz, em que uma senhora tentava retirar-lhe do vastíssimo património uma fatia o mais avantajada possível. She is no Linda, oh no...

Em baixo, retirada do Youtube, uma das muitas homenagens a Linda, a Paul e ao casal feliz que só a morte pôde separar, ao som de Love of My Life, dos Queen. Apropriado.



Banda sonora: Procol Harum - A Whiter Shade of Pale